Comerciantes do bairro Liberdade sofrem com insegurança

Bairro Liberdade vem sofrendo com constantes assaltos nos últimos meses

Moradores se reuniram com órgãos de segurança para discutir sobre a constância dos assaltos que vem acontecendo no bairro. A reunião foi solicitada pelo Sindicato do Comércio de Marabá (Sindicom)

 

Medo e insegurança fazem parte do dia-a-dia dos moradores e comerciantes do Bairro Liberdade que constantemente são vítimas de assalto à mão armada. Visando uma solução para a falta de segurança no Bairro, os comerciantes se reuniram na noite da última segunda-feira (10), com os órgãos de segurança, na presença do Coronel Franklin Roosevelt Wanzler Fayal, que assumiu recentemente o comando do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), pedindo providências.

A reunião foi solicitada pelo Sindicato do Comércio de Marabá (Sindicom), e contou com cerca de 30 comerciantes do Bairro Liberdade. Segundo a integrante do Sindicom, Lia Almeida, a Polícia Militar demonstrou interesse em ajudar o Bairro que vem sofrendo grande demanda da ação dos criminosos, à luz do dia. “Coronel fez um compromisso conosco que irá reforçar a segurança no Bairro Liberdade fazendo operações”, conta Lia.

O nome do Bairro tornou-se uma ironia para os moradores. Segundo a técnica de segurança do trabalho Francisca Dias, moradora do Bairro há 25 anos, há tempos a população ali já não tem paz. “Aqui no Bairro nós não temos essa liberdade, independentemente de horário, a gente sempre anda na incerteza da insegurança, porque assalto tem constantemente”, disse. “A gente não pode sair com dinheiro no bolso e celular tem que ficar escondido. Estamos nesse estado de medo constante”, acrescenta a moradora.

Recentemente uma comerciante, que preferiu não se identificar, relatou que foi vítima de assalto em sua loja. “Eles pediram mercadoria, a agente atendeu e depois mostraram a arma. Pediram dinheiro e agiram com violência verbal. Graças a Deus não foi pior”, lembra.

Até a agência dos correios no Bairro está fechada por tempo indeterminado. O motivo foram dois assaltos em menos de 45 dias, o que causou transtornos aos funcionários e uma grande perda para a comunidade, segundo a moradora do bairro Lia Almeida. “Fazem oito dias que houve o segundo assalto, para nós do comércio está fazendo muita falta”, ressalta. (Jéssika Ribeiro / Diário de Carajás)

Agência dos Correios do bairro não agüentou pressão de tantos assaltos e acabou fechando as portas

Comentários

Comentários