LEISHIMANIOSE: Comissão busca ação de combate a doença em Marabá

Reunião para apresentação do plano de ação contra a Leishimaniose aconteceu ontem na sala de comissões da Câmara Municipal (JÉSSIKA RIBEIRO)

Aumento no número de contaminações em adultos tem preocupado as autoridades em Marabá, que se reuniram ontem para apresentar plano de ação de combate a doença

Na manhã desta segunda-feira (5) a comissão de saúde de vereadores e da Secretaria Municipal de Saúde se reuniu na sala de comissões da CMM, para apresentar um plano de ação de combate à leishmaniose visceral no município. Após a reunião, o Prefeito Tião Miranda garantiu a contratação de mais agentes de endemias para auxiliar na redução dos índices da doença.

Segundo dados da Secretaria de Saúde, até o mês de abril de 2017 foram registrados 31 casos da doença em humanos, sendo um evoluído a óbito. Contando com o mês de junho, foram duas mortes.

A reunião foi solicitada pela voluntária e representante da comunidade na comissão, Deyse Araújo, que pontuou uma série de ações que não podem faltar ao combate da leishmaniose em Marabá, doença que está acometendo mortes de forma silenciosa. “Em Belém dão a coleira repelente, as três doses de vacina contra a leishmaniose, fazem castração e porque Marabá não pode trazer esse exemplo? Não adianta só fazer um mutirão da limpeza se não tiver um trabalho junto com os cães”, afirma Deyse.

Como parte do plano de ação, o coordenador do Centro de Controle Zoonozes, Nagilvan Amoury apresentou as sexta-feiras como o dia de combate, contando com o apoio de todas as secretarias, inclusive as escolas.

De acordo com mapeamento da SMS, os bairros mais afetados são Liberdade, São Félix, Folhas 6, 16 e bairro Belo Horizonte. Na semana passada, a operadora de caixa, Maria Helena Bezerra, de 44 anos, moradora do bairro Jardim União, perdeu o filho Pedro Ricardo, de 20 anos, para a doença. Ela participou da reunião e levou junto o atestado de óbito do filho, constando a causa da morte.

Pedro a princípio só apresentava febre e dor de cabeça. Quando os sintomas ficaram constantes a família o levou para o Hospital, onde constataram que ele estava com Leishmaniose. “Ele ficou quatro dias internado no Municipal e depois foi transferido para o Regional, ficando 10 dias internado. A doença foi só se agravando e no dia 30 ele veio a óbito”, conta a mãe.

MEDIDAS

Também participou da reunião o diretor da Secretaria de Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa), Geraldo Barroso e avalia preocupante o índice de infestação da leishmaniose visceral. De acordo com Geraldo o trabalho contra a doença iniciou em 2015 e será retomado agora com a apresentação do plano municipal de ação de Marabá. “Temos que fazer a borrifação intradomiciliar. Fornecemos o EPI para os recursos humanos e trazemos uma equipe para fazer o trabalho inicial no município. Estamos confeccionando folders educativos para a população”, afirmou o diretor da Sespa.

Geraldo também salientou que a quantidade de agentes de endemias que o município possui é insuficiente para realizar o trabalho de combate à doença, que deveria ter no mínimo 100 agentes. (JÉSSIKA RIBEIRO / DIÁRIO DE CARAJÁS)

Pedro Ricardo tinha 20 anos e perdeu a vida para a Leishimaniose

 

“Ele ficou quatro dias internado no Municipal e depois foi transferido para o Regional, ficando 10 dias internado. A doença foi só se agravando e no dia 30 ele veio a óbito” – Maria Helena Bezerra, perdeu o filho Pedro Ricardo, de 20 anos, para a doença.

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